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O equilíbrio no valor das taxas condominiais.

O equilíbrio no valor das taxas condominiais.

Taxas condominiais baixas e invariáveis não são, necessariamente, sinal de boa administração, segundo especialista.

Por vez, encontra-se alguns condomínios em que os moradores elogiam o síndico porque as taxas condominiais são baixas e permanecem invariáveis durante muito tempo.

Isso não quer dizer, necessariamente, que sejam bons síndicos.

Faz-nos lembrar de uma revista especializada em automóveis que resolveu fazer um concurso de melhor motorista. Venceu um senhor de idade já avançada, que nunca tinha levado uma multa na vida. Os repórteres, então, resolveram segui-lo e constataram que ele dirigia na esquerda, não dava passagem para ninguém e a trinta, quarenta quilômetros por hora.

Mal comparando, o síndico que congela a taxa de condomínio, mas não faz nenhuma obra necessária no prédio, não faz manutenção, deixa o condomínio ficar velho e feio, não é um bom síndico.

É certo que se deve tomar muito cuidado com as despesas condominiais, porque sabemos a dificuldade para as pessoas fazerem frente a todas as despesas (escolas, seguro saúde, vestuário, refeições etc.). Mas é igualmente certo que deixar o condomínio “cair”, causa enorme desvalorização das suas unidades, dificulta a venda e a locação, ainda que a taxa condominial seja relativamente baixa.

O artigo 1.348 do Código Civil, ao tratar da competência do síndico, reza que ele deve “diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns”.

Um exemplo é a conservação, restauração e pintura das fachadas dos prédios.

Recentemente foi publicada a decisão de um juiz da 29ª Vara Cível de Belo Horizonte, condenando um condomínio a efetuar obras na fachada externa, para impedir infiltração de água num dos apartamentos, sob pena de multa diária pelo descumprimento da obrigação.

Um morador reclamava do condômino do andar de cima, sobre infiltração de água na sua unidade. Como o vizinho de cima realizou obras, mas a infiltração continuava, o morador não teve outro jeito senão propor uma ação contra ele e contra o condomínio.

Realizada a vistoria judicial, o perito constatou que as infiltrações se davam em virtude de “deterioração das partes externas do edifício”. E isso ocorria, sem qualquer dúvida, por falta de manutenção, cuja responsabilidade é do síndico.

Se o condomínio é administrado por uma administradora, cabe a esta orientar o síndico, no sentido do que deve ser feito em termos de manutenção e conservação do prédio. Há providências básicas, que devem ser tomadas em determinado período, como o desentupimento do encanamento, calhas e ralos.

Portanto, o síndico, juntamente com o Conselho e a administradora, deve tomar todas as providências para que a taxa condominial tenha o menor valor possível, mas nunca em detrimento da conservação e da manutenção do condomínio.

 

 

 

 

Fonte: https://bit.ly/3hSrTti

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